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Psiquiatria

Eletroconvulsoterapia – ECT

A eletroconvulsoterapia, ou ECT, é uma modalidade de tratamento psiquiátrico envolta em polêmica e estigmas errôneos. Ao contrário do que a maioria poderia pensar, não se trata de uma forma de tratamento ultrapassada ou cruel, como freqüentemente é retratada na mídia, mas sim uma alternativa terapêutica particularmente eficaz e segura, que dever ser utilizada em casos particularmente graves, tais como a catatonia, depressões graves, esquizofrenia refratária, entre outros.
 
            A ECT consiste essencialmente em desencadear, sob anestesia geral (ou seja, o paciente permanece desacordado durante todo o processo e não sente dor alguma), uma crise convulsiva generalizada através de um estimulo elétrico. A título de comparação, a energia desprendida no processo na maioria das situações não seria suficiente para aquecer em um grau um copo de água, e até hoje não há evidencias de que este método cause danos ao sistema nervoso central dos pacientes a ele submetidos.
 
Os mecanismos de ação da ECT ainda não estão plenamente elucidados, embora seus benefícios já tenham sido comprovados por incontáveis estudos publicados nas últimas décadas. A resposta dos pacientes, mesmo aqueles portadores de quadros graves que não apresentam efetiva melhora dos sintomas utilizando outras formas de tratamento costuma ser mais rápida e mais eficaz quando comparadas com pacientes tratados apenas com psicofármacos.
 
Contudo, a ECT também apresenta riscos e efeitos adversos. A principal queixa dos pacientes a ela submetidos é o prejuízo cognitivo, em geral relacionado à memória, à orientação e à linguagem, mas tais sintomas são transitórios, ou seja, apresentam remissão completa após o termino do tratamento. Por tratar-se de um procedimento invasivo realizado sob anestesia geral, os pacientes devem ser submetidos a uma avaliação clínica completa e rigorosa antes de serem liberados para a aplicação de ECT.
 
A prática da ECT é uma ferramenta importante do arsenal terapêutico da psiquiatria moderna, e praticada nos principais centros psiquiátricos do mundo. A despeito dos estigmas que ainda cercam este método, trata-se de um tratamento eficaz e seguro, quando utilizado de acordo com as práticas modernas e indicações criteriosas.  

Dr. Eric Cretaz - PsiquiatraPublicado em: 04/11/2010 - 13:50:18

 

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